Abastecimento de Água 

A rede de captação de água de Peruíbe apresenta a seguinte estrutura: 

Área de Captação 

Bacia 

Área de Drenagem em Km 

Guaraú 

Atlântica 

1,30 

São João 

Rio Preto 

1,43 

Quatinga 

Rio Preto 

3,87 

Cabuçú 

Rio Preto 

7,72 

Catanduva 

Rio Preto 

2,09 

Mambu 

Rio Branco 

Salgo 

Rio Preto 

2,01 

(Fonte: CBH-BS - Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista, 1997) 

A bacia do rio Preto é fornecedora de cerca de 93% da área de drenagem do município, dividida em cinco regiões de captação: São João, Quatinga, Cabuçú, Catanduva, Mambu e Salgo. O restante é drenado da bacia do Atlântico, captada no Guaraú. A maior das áreas de captação é a do Cabuçú, responsável por cerca de 42%, seguida pela área da Quatinga, com aproximadamente 21%.

Estado investe R$ 104 mi em saneamento

Da Reportagem A TRIBUNA, 18 de abril de 2001

O Governo do Estado pretende investir ao longo dos próximos quatro anos, em Peruíbe, cerca de R$ 107 milhões, na implantação de sistemas de abastecimento de água e esgotos sanitários. O anúncio foi feito ontem, pelo vice-presidente da Sabesp para o Litoral, Oswaldo Aly. Nos últimos seis anos, o Estado investiu no Município cifras em torno de R$ 33 milhões.

A meta é alcançar, até dezembro de 2005, o índice de 100% de atendimento com redes de abastecimento de água e de 95% de sistemas coletores de esgoto. O tratamento dos dejetos coletados deverá ser feito integralmente.

Hoje, conforme dados da Sabesp, 95% do Município é atendido com redes de água. Há cinco anos, o índice era de 82%. O reforço no abastecimento foi possível graças à construção dos reservatórios dos Prados e do Guaraú, que têm capacidade para 5 milhões de litros cada um.

‘‘Além disso’’, destaca Aly, ‘‘a Cidade foi contemplada com mais de 25 mil metros de redes de distribuição, 24 mil metros de adutoras e três mil ligações de água, que beneficiaram diretamente cerca de 30 mil pessoas’’.

Peruíbe tem atualmente mais de 51 mil habitantes. A população flutuante é de aproximadamente 50 mil pessoas.

A substituição de cerca de 19 mil metros de tubulações de ferro por outras feitas de PVC, também ajudou a aumentar a pressão da rede. ‘‘Todas essas obras resultaram na revigoração do atendimento’’.

A partir desse ano, a Sabesp começou a investir no programa de setorização, que consiste na divisão do Município em trechos menores. Isso facilita a execução dos reparos na rede, assim como a eliminação de possíveis vazamentos. Tudo poderá ser controlado à distância pelos técnicos, de forma automatizada e em tempo real.

Os trabalhos de substituição e duplicação das redes já existentes deverão ter continuidade.

Esgoto — O índice de atendimento com redes coletoras de esgoto em Peruíbe ainda é considerado pequeno, em torno de 15%. Mas, segundo Aly, este percentual deverá ser ampliado para 30%, até 2002, e para 95%, num prazo de quatro anos. ‘‘Vamos investir cerca de R$ 100 milhões no Município para alcançar a meta estabelecida’’.

Nos últimos seis anos, a Sabesp revela ter investido aproximadamente R$ 7 milhões em obras de coleta e tratamento de esgotos, incluindo instalação de redes coletoras, ligações domiciliares, coletores-troncos, emissários e estações elevatórias.

A partir do próximo ano, utilizando recursos provenientes de um financiamento que está sendo negociado com o Japan Bank for International Cooperation, a Sabesp pretende executar melhorias em vários bairros. Estão previstas as instalações de mais de 162 mil metros de redes coletoras e de cerca de 19 mil ligações domiciliares.

‘‘Queremos atingir um patamar de Primeiro Mundo em atendimento sanitário. Não só Peruíbe, mas a Baixada de forma geral, necessita dessa melhoria para continuar avançando na área do turismo’’, disse Oswaldo Aly.

 

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